Celso Furtado

Tudo É Falso
Livro da Semana
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Tudo é Falso, oitava coletânea de Ricardo Lima, mantém algumas características da sua poesia, como os versos enxutos em poemas curtos, líricos, sem título. Agora, porém, há menos abstração e mais indignação, mais espanto diante dos absurdos de um mundo dominado pelo fake, pela aparência. Nesse Tudo é Falso temos a decepção com uma humanidade apodrecida e um planeta em queda, mas também o lirismo dos livros anteriores, notadamente em passagens relativas à infância, à família e à contemplação da natureza. Afinal, “ainda há palavras / para aninhar num gesto mínimo // toda descrença e seu contraste / com o imenso amanhecer”.
Ilustrações: Lygia Eluf
História da Cerveja no Brasil, A
Semifinalista do Prêmio Jabuti 2025,
categoria Economia Criativa
Indicado pela Folha de S.Paulo como melhor livro lançado em 2024
para presentear no Natal (www.folha.uol.com.br)
A História da Cerveja no Brasil – O Legado de Stupakoff e Künning é o relato do trabalho de pessoas visionárias que vislumbraram a possibilidade de ajudar a construir uma grande Nação.
Após cuidadosa pesquisa, Rogério Furtado e Henri Kistler compartilham com os leitores e apreciadores de cerveja tudo o que descobriram sobre a presença da bebida na vida dos brasileiros. A obra A História da Cerveja no Brasil – O Legado de Stupakoff e Künning retoma um gênero pouco praticado entre nós – a história empresarial, temperado com doses certas de história dos costumes, da difusão da tecnologia, e de estratégias de negócios. Descrito assim, o projeto pode parecer demasiado, mas os autores conseguiram equilibrar informações de qualidade apresentadas com uma linguagem agradável de se ler, entremeada por imagens muito bem selecionadas. Um aspecto importante da obra é relembrar ao leitor que o mundo dos negócios é feito de escolhas, da concorrência acirrada, de alianças na cadeia de suprimentos, de atritos entre investidores e empresários, de negociações com os poderes públicos. Também há produtos que alcançam boas vendas e geram lucros, enquanto há outros que não têm o mesmo sucesso. Acima de tudo, a produção industrial, bem como a sua venda e difusão requerem inteligência e trabalho. Envolvem, portanto, muita gente. Em tempos de hiperconsumo, este livro é uma obra oportuna. [Professora Teresa Cristina de Novaes Marques Universidade de Brasília – UnB]
Velhos Amigos
A publicação de Velhos Amigos é um acontecimento: depois de lançar Memória e Sociedade – Lembranças de Velhos, um dos mais originais e importantes ensaios sobre a memória individual e coletiva no Brasil, Ecléa Bosi volta ao tema, desta vez em abordagem literária.
Aqui, lembranças reais de velhos operários, imigrantes e outros personagens anônimos da vida brasileira estão organizadas em pequenas narrativas entre o conto, o poema e a crônica, para serem lidas por jovens, crianças, adultos e velhos.
Como diz Adélia Prado na apresentação do livro, “Velhos Amigos bate à porta e o recebemos na cozinha, lugar bom de escutar o guardado na memória do afeto”.
Ilustração: Odilon Moraes
Terceiro Tempo
Prêmio Design Observer 50 Books/50 Covers [2015]
Prêmio IDA International Design Awards [2015]
Prêmio ADG Brazilian Association of Graphic Design [2015]
Prêmio IF Design Awards [2016]
Nestas saborosas crônicas, a pena do poeta concretista Décio Pignatari retrata uma seleta galeria de craques: Ademir da Guia, Rivellino, Nilton Santos, Garrincha e, sobretudo, o inigualável Pelé, que ainda vivia seu período áureo à frente do Santos F. C. Também não fogem a seu olhar arguto a imbecilidade dos cartolas; o “redemoinho de miséria” gerado pela Lei do Passe; a escusa “bolítica” (isto é, as relações entre futebol e política) e o desterro dos espectadores brasileiros diante da ida de nossos astros para o exterior, entre outros assuntos relacionados preferencialmente à temática futebolística. [Thiago Mio Salla]
Projeto Gráfico: Gustavo Piqueira (Casa Rex)

















