Antônio Nobre

Antônio Pereira Nobre (1867-1900), foi poeta, cuja obra se insere nas correntes ultrarromântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração do fim do século XIX português. A sua principal obra,  (1892) é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjetivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de autoironia e pela utilização do discurso coloquial. Sua produção poética se insere nos cânones do Simbolismo francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial. Faleceu com apenas 32 anos de idade, após uma prolongada luta contra a tuberculose pulmonar.

O livro de poesia  foi sua única obra publicada em vida, constitui um dos marcos da poesia portuguesa do século XIX. Esta obra seria, ainda em sua vida, reeditada em Lisboa, lançando definitivamente o poeta no meio cultural português. Lançada num período em que o simbolismo era a corrente dominante na poesia portuguesa, diferencia-se dos cânones dominantes desta corrente, o que poderá explicar as críticas pouco lisonjeiras com que a obra foi inicialmente recebida em Portugal. Apesar desse acolhimento, a obra de António Nobre teve como mérito de influenciar decisivamente o Modernismo português e tornar a escrita simbolista mais coloquial e leve.

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